Com o boom da internet a divulgação de marcas foi prioridade para as grandes empresas de mostrar ao Mundo o que faziam, o que tinham de forma rápida e barata comparado com as campanhas de publicidade. Ter um site tonou-se obrigatório por parte das marcas. Existiram mesmo casos em que houve pessoas a ganhar bastante dinheiro com a compra de domínios para depois vender às próprias marcas, veja se o exemplo que rendeu milhares, madonna,com.
Nestes 10 últimos anos, 99% das marcas concentrava o seu focus comercial online com campanhas, microsites, banners etc… mas esta tendência está a desaparecer, pois o acesso aos sites das grande marcas estão a diminuir.
Porquê?
A razão é simples, Redes Sociais. Uma das pessoas para que ajudasse neste crescimento massivo das redes sociais tem o nome de Barack Obama aquando da sua candidatura à presidência dos USA. Excelente campanha, e considerado por muitos como o marketeer do ano.
Vejamos os números deste ano, só o Twitter aumentou cerca de 3500% e o Facebook 700%. A tendência é bastante clara.Os utilizadores passam mais de 10 horas nestes sites, pois através deles comunicam, combatendo o msn, vêm notícias, partilham fotos ou vídeos, comentam enfim interagem mundialmente sem sair da mesma plataforma o que é fantástica. Nos EUA já existem milhares de empresas que bloquearam o acesso a estes sites devido à quebra da produtividade laboral, tal é o vício.
Há quem pense ainda que o negócio dos websites esteja em decrescimento profundo, pois com plataformas como Blogger ou Wordpress, a criação de uma página tornou-se mais rápido do que nunca.
As grandes razões para esta é claro as ditas redes sociais e o seu aumento de utilizadores e/ ou o buzz criado à sua volta. Os consumidores preferem ouvir os amigos, conhecidos entre outros, tudo o que tenham para dizer ou mostrar ao invés de assistirem à publicidade massiva nos canais tradicionais, aqui o porquê de a publicidade ter vindo a cair nestes últimos tempos.
Para este boom de utilizadores às redes sociais, contribui ainda a diminuição dos preços nos computadores, aumento das velocidades (sim hoje é possível navegar a 1 giga, www.zon.pt), e a evolução da tecnologia como é óbvio.
Se maomé não vai à montanha, terá que ser a montanha a ir ter com maomé
Posto isto, as marcas não têm outra solução que ir atrás dos Clientes/Consumidores. Para isto desenvolveram conteúdos Off – site como o exemplo das RSS Feeds, do Twitter, Widgets, Canais do Youtube, Fans no Facebook entre muito mais, técnicas de enorme push. Perdem acessos ao site principal, mas ganham experiências únicas com os Clientes através destas comunidades onde existem uma aproximação, relação entre ambos.
Mike Wittenstein diz que é comum as pessoas lembrarem-se mais do que fizeram em vez do que ouviram ou viram. O que torna verdadeiramente diferente é a experiência ser memorável onde as emoções são genuínas e intrínsecas originando o worth of mouth para todos os amigos e conhecidos e assim sucessivamente.
Infelizmente existem ainda empresas que ainda não perceberam isso, e continuam a investir através do marketing tradicional, o que está completamente errado. Hoje o marketing deve ser puramente interactivo, ou seja, deve ser virado para o consumidor individual, deve-se conhecer através de CRM qual o perfil do consumidor e oferecer/distribuir o que este apenas necessita e claro fidelizar os Clientes, criar valores, experiências para com os mesmos através de uma comunicação bidireccional. Hoje está provado que a fidelização gera mais receitas do que angariação de novos Clientes.
Paul Isakson afirma que o futuro do marketing não passa por dizer coisas aos Clientes, passa sim por fazer coisas para e com os Clientes.
Vejam os gráficos e tirem as vossas conclusões.

