Os resultados do Bareme Internet da Marktest 2009 apontam que 16,4% dos portugueses residentes no Continente, com mais de 15 anos – o correspondente a 1,36 milhões de pessoas – são utilizadores de redes sociais como o Hi5 e o Facebook.
3 Redes Sociais mais utilizadas
De acordo como esta avaliação, o Hi5 é, em Portugal, a rede que lidera a tabela das comunidades virtuais, com 15,9% dos indivíduos inquiridos telefonicamente a afirmar utilizá-la. OFacebook é a segunda rede social mais frequentada com 2,6% dos entrevistados a frequentar esta comunidade virtual. Já o MySpace surge, nestes resultados, em terceiro lugar, com 1,4% de entrevistados a admitirem a sua utilização. Outras comunidades semelhantes somam 2,3%.
Quanto ao perfil de utilizadores, 52% são estudantes e 58,4% tem idades entre os 15 e os 17 anos. O estudo demonstra ainda que, à medida que a idade aumenta, diminui a frequência de utilização das redes sociais: assim, a partir dos 55 anos, apenas 3,7% dos inquiridos admitem frequentá-las.
Distribuição geográfica
As áreas do Grande Porto (com 20,8%) e da Grande Lisboa (com 19,2%) são as regiões onde se regista maior número de acessos.
CEPTICISMO NOS DIRECTORES DE MARKETING
As redes sociais e os meios de comunicação não tradicionais ainda não estão no foco das atenções dos directores de marketing. Pelo menos é o que revela um estudo recente do CMO Club e da Hill & Knowlton, segundo o qual mais de quatro em cada cinco (84%) directores de marketing investem menos de 10% dos seus orçamentos nestes suportes. Além de que mais de metade (55%) aloca apenas 5% ou menos.
Paradoxal, quando se sabe que o número de adultos que utiliza a internet e que têm perfis em redes sociais quadruplicou desde 2005?
Segundo o estudo, sete em cada dez directores de marketing afirma ter níveis de conforto médios ou elevados em relação à utilização de meios de comunicação não tradicionais. No entanto, poucos são os que os incluem nos planos estratégicos das suas marcas, perdendo a aprendizagem que advém destas ligações e a possibilidade de contribuir para as conversas que se realizam online.
“O trabalho de um marketeer é cada vez mais desafiante e muitos directores de marketing estão ainda a aprender a relacionar-se com outros públicos que não os seus clientes. No mercado actual, todos são influenciadores,” considera Teresa Figueira, general manager da Hill & Knowlton Lisboa.
Em conclusão, o estudo revela que os directores de marketing começam a perceber que têm de se focar em três áreas vitais para manter a relevância junto dos seus clientes e consumidores:
- alargar a colaboração interna
- o tempo de monitorização e partilha de informação sobre o cliente não pode ser tão longo
- é imperativo alargar horizontes e envolver formalmente novos stakeholders externos.
FUTURO PODERÁ PASSAR POR TER AS REDES SOCIAIS EM INTRANETS
A Salesforce revelou que vai lançar no mercado empresarial uma ferramenta de colaboração para negócios, muito semelhante ao Facebook.
A ideia surge na cabeça de Marc Benioff, presidente-executivo da Salesforce, depois de se ter questionado por que é que se sabe «mais sobre estranhos no Facebook que sobre os próprios colaboradores?».
A motivação deu origem ao novo produto, o Salesforce Chatter, que estará disponível no próximo ano. Para já, sabe-se que é muito idêntico ao Facebook nas suas funções, podendo os colaboradores de uma empresa criar os seus perfis com informações de contacto, áreas de especialidades, interesses, portfólio de trabalhos, fotos…
CONCLUSÃO
As redes sociais são sem dúvida o maior acontecimento social que apareceu nos últimos 10 anos na nossa sociedade e um dos canais principais de publicidade e marketing. Quando estes directores ainda muito cépticos afirmam terem níveis de confortáveis com estas aplicações e não as incluem só me apetece rir, pois a meu ver estes senhores pararam no tempo e ficaram-se pelo marketing tradicional, uns autênticos retrogradas face a estas mudanças. Muitos deles têm uma enorme preguiça mental e são autênticos “carneirinhos”, não são investidores, não procuram aproximar-se dos consumidores, de conhece-los, é preciso sempre alguém seja no estrangeiro ou outra empresa tomar esta iniciativa veja-se o exemplo da de algumas empresas de telecomunicação portuguesas.
Até quando iremos ter as respostas e não iremos arriscar? Porque será o Steve Jobs o maior visionário? Porque será que as campanhas da Apple são praticamente divulgadas pelos cibernautas. Porque será que o Obama gerou milhões e milhões de seguidores e tornou-se no maior marketeer nas eleições americanas? Porque será que jovens que decidiram criar aplicações através de meras ideias, nos quais foram gozadas e não apoiadas, tiveram sucesso, veja-se o caso da google, youtube, ebay, facebook, twitter e cá o sapo?
Porque acreditaram.
Em relação às redes sociais internas, sem dúvida que será uma mais valia pois hoje em dia um mero trabalhador dedica a tempo inteiro do seu trabalho 6 horas das 8 que tem. Estas 2 horas são partidas pelas redes sociais entre outros. Existe mesmo muitas empresas abulirem e bloquearem estes sites porque a rentabilidade dos trabalhadores diminui.
A ideia surge na cabeça de Marc Benioff, presidente-executivo da Salesforce, depois de se ter questionado por que é que se sabe «mais sobre estranhos no Facebook que sobre os próprios colaboradores?».
Como disse acho muito positivo este projecto, mas este senhor esquece-se o quão fabuloso é das redes sociais interagir com pessoas novas, poder seguir o que pessoas que admiramos, famosas ou não, e não haver identidades neste mundo, podemos ser quem quisermos. Será que eu quero saber ou ver, partilhar este tipo de informações tão pessoais com colegas de trabalho? hummm … a ver vamos quantas empresas vão aderir.